Consumidor de baixa renda sente mais alta de preços
A inflação para as famílias com menor renda - aquelas que recebem mensalmente de um a cinco salários mínimos - medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu mais em Fortaleza. A taxa acelerou para 0,66% em julho ante variação de 0,18% em junho, segundo o IBGE. Com o resultado, o INPC acumula alta de 6,22% no ano e de 11,15% nos últimos 12 meses, sendo esta última a variação mais alta do País.
> Em 12 meses, inflação da Capital é a maior do País
A inflação do País no ano até julho variou 4,96%, acima do centro da meta de 4,5% para a inflação deste ano. No mês passado, o IPCA também acelerou, ficando em 0,52% ante alta de 0,35% em junho. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação em nível nacional variou 8,74%.
Enquanto a inflação oficial do País, que mede a variação de preços juntos às famílias com renda de até 40 salários, registrou em junho variação de 0,52%, o INPC variou 0,64%, resultado 0,12 ponto percentual acima do IPCA..
O resultado do INPC de julho é 0,17 ponto percentual superior ao de junho (0,47%). Com o resultado, o acumulado pelo indicador ao longo do ano no Brasil foi para 5,76%, bem menos, no entanto, do que os 7,42% de igual período de 2015.
Considerando os últimos doze meses, o índice está em 9,56%, pouco acima dos 9,49% relativos aos doze meses imediatamente anteriores.
Alimentação
Mais uma vez o preço dos alimentos foram determinantes para a alta da inflação nacional. Com 65% de participação no IPCA, o grupo alimentação e bebidas teve a mais elevada variação para os meses de julho desde 2000, quando atingiu 1,78%. Além da expressiva alta do feijão-carioca, que continua pressionando o IPCA em julho com avanço de 32,42%, o leite (17,58%) foi o grande vilão no último mês, com alta de 17,58%. Outro destaque ficou por conta do arroz, que subiu 4,68% na média. Em Fortaleza, o mantimento chegou a variar 7,49% em julho.